Caros amigos e amigas (são mais as senhoras, mas não soa tão bem começar com elas…)
Nestas últimas 24 horas já respondi a quatro alunas e continuo disponível para o fazer com todas (os) as outras (os)…
Uma de vocês, depois de eu ter explicado porque saiu 1 e não 2 na avaliação, e de ter corrigido satisfatoriamente os problemas, respondeu: “é pena não ter dado para a nota!”.
Permitam-me esta insistência: mas qual nota?! Não há nota nenhuma, porra! O que eu fiz foi um ponto da situação (simulando que era a sério) para que todas pudessem ter uma noção do que estão a fazer; qual era o objectivo desta pseudo-avaliação? Permitir a cada uma de vocês coorrigir eventuais erros. Só isso. E é isso que estamos a fazer, tendo em vista a nota final.
Dir-se-á: mas não podia, eu, ter detectado, antes, alguns dos eventuais erros a tempo de os corrigir a tempo da avaliação? Primeiro, esta avaliação serve para isso; ainda: eu fiz isso em alguns casos; a seguir, só agora é que fiz uma leitura global, porque também só agora muitas de vocês se aplicaram a sério; finalmente, eu apenas corrijo erros formais, há questões avaliadas que não são erros, mas opções (conscientes ou inconscientes).
Compreendido?
PS - no final da aula tive uma interessante conversa com duas alunas; uma das questões abordadas foi o facto de eu não premiar a criatividade. É verdade. E custa-me. Mas em trabalhos de carácter científico a criatividade não é valorizada (é mau? talvez…). Porque as nossas opiniões não contam para nada e porque a investigação deve ter um carácter neutro. Por outro lado, a criatividade é um valor muito subjectivo, muito difícil de avaliar. Como é óbvio, não penalizo quem tem uma forma de escrita mais madura ou interessante (pessoalmente até gosto), a não ser que seja um pouco excessiva…