Este é o blogue agregador da cadeira de Estratégias de Comunicação referente ao ano lectivo 05/06 no Isla Gaia.
Os jornalistas são como os parafusos; é preciso dar-lhes a volta para eles cederem...





Resultados do inquérito realizado na última aula

January 30, 2006

(responderam vinte alunos; respostas em percentagem)
1- Os textos colocados pelo professor no blogue são…
Bastante claros 80
Razoavelmente claros 20
Nem por isso 0

2- As explicações dadas nas aulas, face aos textos do blogue do professor, são…
Muito importantes 100
Pouco importantes 0
Nem por isso 0

3- Considera que sabe hoje mais sobre a blogosfera
Muito mais 70
Um pouco mais 25
O mesmo que sabia antes 5

4- Considera importantes estes conhecimentos internéticos
Sim 100
Não 0
Indiferente 0

5- Que papel desempenhou a cadeira de EC nesses novos conhecimentos…
Muito importante 85
Pouco importante 10
Nada importante
Importante 5

6- Prefere o sistema convencional de aprendizagem em relação a este
Sim 90
Não 10
É indiferente

7- A opção pela avaliação contínua e a maneira de fazer avaliação este ano são:
Mais estimulantes 90
Indiferentes 5
Pior do que estava
Não respondeu 5

8- A matéria curricular de EC é:
Muito interessante 85
Pouco interessante 5
Nada interessante
Importante 10

9- Considera, nesta altura, esta cadeira, relativamente ao seu futuro profissional:
Muito importante 90
Pouco importante
Nada importante
Importante 10

Se acrescentarem informações a textos anteriores (até ao 10) ponham no título respectivo a expressão ACT

January 24, 2006

“É pena não ter dado para a nota”

Caros amigos e amigas (são mais as senhoras, mas não soa tão bem começar com elas…)

Nestas últimas 24 horas já respondi a quatro alunas e continuo disponível para o fazer com todas (os) as outras (os)…

Uma de vocês, depois de eu ter explicado porque saiu 1 e não 2 na avaliação, e de ter corrigido satisfatoriamente os problemas, respondeu: “é pena não ter dado para a nota!”.

Permitam-me esta insistência: mas qual nota?! Não há nota nenhuma, porra! O que eu fiz foi um ponto da situação (simulando que era a sério) para que todas pudessem ter uma noção do que estão a fazer; qual era o objectivo desta pseudo-avaliação? Permitir a cada uma de vocês coorrigir eventuais erros. Só isso. E é isso que estamos a fazer, tendo em vista a nota final.

Dir-se-á: mas não podia, eu, ter detectado, antes, alguns dos eventuais erros a tempo de os corrigir a tempo da avaliação? Primeiro, esta avaliação serve para isso; ainda: eu fiz isso em alguns casos; a seguir, só agora é que fiz uma leitura global, porque também só agora muitas de vocês se aplicaram a sério; finalmente, eu apenas corrijo erros formais, há questões avaliadas que não são erros, mas opções (conscientes ou inconscientes).

Compreendido?

PS - no final da aula tive uma interessante conversa com duas alunas; uma das questões abordadas foi o facto de eu não premiar a criatividade. É verdade. E custa-me. Mas em trabalhos de carácter científico a criatividade não é valorizada (é mau? talvez…). Porque as nossas opiniões não contam para nada e porque a investigação deve ter um carácter neutro. Por outro lado, a criatividade é um valor muito subjectivo, muito difícil de avaliar. Como é óbvio, não penalizo quem tem uma forma de escrita mais madura ou interessante (pessoalmente até gosto), a não ser que seja um pouco excessiva…

Aula 12

January 22, 2006

Sumário:
- avaliação intermédia, com carácter indicativo (e explicações genéricas)
- detecção de erros mais comuns
- preenchimento de um questionário anónimo pelos alunos, para avaliação das metodologias da cadeira

Algumas notas sobre a avaliação:
1) Como foi explicado, trata-se de uma avaliação intermédia, sem carácter oficial, uma vez que a nota - numa cadeira anual com avaliação contínua - é apenas final (não há frequências);
2) As notas a serem divulgadas destinam-se a que os alunos tenham uma noção, o mais correcta possível, da qualidade do trabalho que estão a fazer, corrigindo alguns problemas que vierem a ser detectados;
3) Como foi divulgado, apenas não conto com o texto da aula anterior (até à 10, portanto, e inclusive);
4) Esta avaliação, como a final, segue os critérios definidos no programa da cadeira entregue na primeira aula e, em concreto, o que foi afixado a 11 de Janeiro;
5) À hora a que escrevo este sumário, há dois alunos sem textos e um apenas com dois (aula quatro e cinco); ainda voltarei a consultá-los mais tarde;

Irei entregar uma folha para preencher um inquérito - ANÓNIMO - que se destina a uma monitorização do meu próprio trabalho (como já vos disse, e vocês terão essa noção, trata-se de uma experiência pioneira, que precisa de ser muito acompanhada; vocês têm a palavra!). Quanto mais rigorosos forem na avaliação melhores resultados podemos todos tirar…

Aula 11

January 15, 2006

(última aula de matéria neste primeiro semestre)

Sumário: a inevitabilidade da mentira e a ética na assessoria de imprensa

1) QUESTÃO CENTRAL: Será que o jornalista se apercebe que cada vez mais o assessor que lhe telefona ou lhe envia um documento o está (ou pode estar) a manipular? (manipular neste sentido significa mostrar-lhe uma realidade ou parte dela que não corresponde… realmente). Será que o jornalista tem a consciência que é interveniente num processo de facturação, de vendas, de campanhas promocionais?

2) Problemática é esta questão: à medida que as estratégias de comunicação são mais complexas também são mais subtis, mais dissimuladas; para que o jornalista não perceba e não aumente as defesas (não desconfie); ora – voltando ao princípio – quanto mais dissimulada precisar de ser uma campanha, mais subtil, mais precisa desde o início da intervenção dos assessores na sua definição, logo na origem! Assiste-se portanto a uma dupla complexificação: campanhas mais agressivas, mais ambiciosas, com voos mais altos (com mais instrumentos, mais persuasão); mas ao mesmo tempo mais subtis, mais suaves (os jornalistas, por regra, recusam-se a participar quando percebem ou quando acham que estão a fazer parte de uma campanha, de uma estratégia comercial/promocional); é fundamental que não percebam…

3) Uma relação assessor-jornalista faz-se assente em determinados princípios, um dos quais é a credibilidade/honestidade da relação (outro é haver informação, se não é inútil); a mentira é uma solução de curto-prazo… Um assessor que mente regularmente é um assessor que tem deixar de o ser, porque ninguém acredita nele (então também é mau para a empresa, tem de arranjar outro…); o assessor mente? Ligação: “Nariz de Pinóquio: verdade ou mentira?

4) O que fazer quando não se pode dizer a verdade? GRANDE DILEMA; se se diz que há qualquer coisa mas não se pode dizer (honesto) está a indiciar-se que há problema e a convidar o jornalista a investigar, mas mentir é muito pior; mais vale pedir algum tempo, tentar negociar com ele, tentar uma relação de confiança, OUTROS TENTAM NÃO RESPONDER (evitam os jornalistas, ganham tempo, fogem); a omissão é tão grave quanto não dizer a verdade? A mentira resulta da conjugação de vários factores, como o estatuto precário do assessor, o seu envolvimento na estratégia e a necessidade de convencer os jornalistas;

5) Códigos de ética: há um código de ética na APECOM (para as empresas associadas) mas que não é controlado, não há um exercício legal da profissão (uma ordem ou um conselho deontológico) que possa penalizar e zelar pelo cumprimento; não há onde apresentar uma queixa… cada um impõe a si próprio um código e um conjunto de regras mas não há um escrutínio exterior do seu comportamento profissional (não estão sujeitos a valores como verdade, transparência, equidade e igualdade); O código de referência na profissão de relações públicas é o Código de Estocolmo.

6) Como lidar com isto? em face da impunidade, espírito crítico e independente, duvidar, testar; quem mente uma mente duas, confirmar… enquanto não houver um sistema mais correcto de funcionamento… Mas será que o jornalista já se apercebeu que cada vez mais o assessor que lhe telefona ou lhe envia um documento o está (ou pode estar) a manipular? Será que o jornalista tem a consciência que é interveniente num processo de facturação, de vendas, de campanhas promocionais (aumentando a atenção e redobrando as defesas) ou continua apenas a pensar que o mais importante é obter aquela notícia em primeira mão??? Se pensa assim vai correr mal…

7) Jornalistas têm de se habituar a um novo tipo de raciocínio: quem lhes liga, chame-se o que se chamar, não é o inocente, funcionário ou colaborar, que pretende que ver publicadas umas notícias; quem lhes liga é um agente participativo numa estratégia concertada, nada inocente portanto, que está envolvido em várias fases do processo;

8) A grande questão, como se viu, é que à medida que as estratégias de comunicação são mais complexas também são mais subtis, mais dissimuladas; para que o jornalista não perceba e não aumente as defesas (não desconfie); ora – voltando ao princípio – quanto mais dissimulada precisar de ser uma campanha, mais subtil, mais precisa desde o início da intervenção dos assessores na sua definição, logo na origem!

9) Assiste-se portanto a uma dupla complexificação: campanhas mais agressivas, mais ambiciosas, com voos mais altos (com mais instrumentos, mais persuasão); mas ao mesmo tempo mais subtis, mais suaves (os jornalistas, por regra, recusam-se a participar quando percebem ou quando acham que estão a fazer parte de uma campanha, de uma estratégia comercial/promocional); é fundamental que não percebam…

10) Para os jornalistas é fundamental ter a capacidade de manter uma atitude crítica, de publicar ou não, de dar mais ou menos destaque, de dizer bem ou dizer mal, de procurar outro ângulo. SER INDEPENDENTE E CRÍTICO (e desconfiar sempre dos assessores ou do que estes lhe propõem, sem que isso signifique recusar)…

Uma citação:
O hábito desagradável de mentir em política é uma característica dos regimes democráticos (e outros). A convicção dos políticos de que metade da política é imaginação e a outra metade é a arte de levar as pessoas a acreditarem em fantasias, sejam quais forem «os factos», é extravagante; a velha máxima de que só poderemos entender os políticos se lhes olharmos para os pés e não para a boca continua a ser verdadeira. O hábito de mentir é em parte uma herança do início do período moderno.”
KEANE, John, A Democracia e os Media, Temas e Debates, Lisboa, 1991, pág. 105

Sugestão:
1) episódio nº 15 da série “Os Homens do Presidente” (primeira série), DVD
2) Ficam algumas fotocópias na reprografia como apoio à aula 11 de EC

AULA 10: Sobre a conversa de Rafael Alves Rocha

January 12, 2006

Os que tiveram oportunidade de assistir à conversa com o assessor de ANJE terão, por um lado, reafirmado várias ideias que têm sido ditas nas aulas (o velho problema do reconhecimento social da profissão, o poder de intermediação do assessor; aquelas que são as suas actividades de contacto com o jornalista), mas, por outro, poderão ter ficado confusos com algumas ideias defendidas pelo Rafael.
Disse ele, por exemplo, que Assessor de imprensa é uma coisa, relações públicas outra. Eu não faço essa separação - como se recordarão das aulas -, defendendo que a assessoria de imprensa é uma disciplina das relações públicas, que a AI é uma forma de fazer relações públicas (conceito mais vasto). Também não concordo quando ele diz que fazer um plano de assessoria de imprensa não tem a ver com a comunicação num sentido mais geral.
“O assessor de imprensa nunca manipula um jornalista”, disse ele. Só se o jornalista deixar ou não perceber, acrescento eu… Claro que manipula!
Última nota: o assessor de imprensa não faz lóbi? Como contestei na sessão, e penso que ficou claro, faz sem dúvida.

Em resumo: tratando-se de uma actividade muito desregulamentada (livre…) cada um diz o que pensa ou pensa o que diz. Respeito o que diz o RARocha. Mas gostava de reafirmar que, para o âmbito da cadeira, prevalecem as ideias que vos difundi (o que não significa que não possam ter em conta todas as outras, sobretudo se elas forem coerentes e alicerçadas com as vossas pesquisas).

Finalmente: na minha opinião, o Rafael Alves Rocha veio trazer uma visão romântica da assessoria de imprensa; talvez por o seu mundo ser preferencial a moda…

“Como os assessores tentam evitar notícias negativas”

(via Pontomedia)

The PR Playbook
(CBS) This column was written by CBS News correspondent Sharyl Attkisson.
——————————————————————————–
As someone who’s done a fair amount of investigative reporting, I’ve been encountering strikingly similar tactics employed by many press agents for government agencies (under both Democrats and Republicans), corporations, plaintiffs’ and defendants’ lawyers, non-profits and other entities when they perceive a negative story is coming their way.

Recently, when comparing notes with fellow investigative reporters, I learned I’m not the only one noticing these common strategies. In short, they seem to be operating from the same playbook. If there were such a playbook, it might read something like this.

2005 Top Ten Tactics to Influence Negative News: The PR Playbook (…)

segue-se a lista aqui. ALGUEM AS QUER TRADUZIR E OFERECER À COMUNIDADE?

7 alunos sem textos

January 11, 2006

Marta F
Pedro F
Carlos S
Cátia S
Adélia M
Joana M
Graciela D

(além dos dois que nem registaram o seu blogue)
(a 11/1/06)

Critérios de avaliação

De acordo com o que foi divulgado no programa curricular, aqui ficam as linhas essenciais para avaliação do trabalho realizado:

Reprodução dos conhecimentos adquiridos nas aulas (8 pontos):
- um texto por cada aula (4)
- qualidade do desenvolvimento face aos objectivos propostos nas aulas (4)

Conhecimentos demonstrados para além das aulas (6 pontos):
- existência de ligações externas para além das fornecidas nas aulas (3)
- existência de conhecimentos não transmitidos nas aulas (3)

Apresentação do blogue (6 pontos):
- qualidade de expressão/português (2)
- qualidade/apresentação/visualização do blogue (2)
- respeito pelas regras enunciadas (2)

Sobre as faltas

January 9, 2006

Vejam este texto:
http://estrategias.blogsome.com/2005/10/31/a-avaliacao-continua-e-as-faltas/

Aula 10 (corrigido)

January 8, 2006

Aproveitando a presença do assessor de imprensa da ANJE no ISLA/Gaia à mesma hora e no mesmo dia da aula 10, e coincidindo exactamente com a matéria da última aula, proponho aos alunos que assistamos à sua intervenção - e, já agora, como alunos de jornalismo, que façamos perguntas (nomeadamente sobre a matéria que temos vindo a estudar)

Duas notas suplementares:

- Os alunos deverão, no seu blogue, fazer um resumo do que ouviram, relacionando as matérias estudadas ou aprofundando outras, como matéria respectiva à aula 10;

- A sessão é, como as restantes aulas de EC, de assistência obrigatória. Relembro que, como cadeira de avaliação contínua, os alunos que não têm estatuto de trabalhador estudante só podem faltar a um terço das aulas dadas (por exemplo, em 30, 10, portanto). (esta parte foi corrigida)

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