Sumário: As relações públicas no contexto do marketing (a lógica da intermediação e a assessoria de imprensa; a degeneração terminológica e a nova afirmação da profissão;
Noções essenciais:
1) as RP são (genericamente) as técnicas de comunicação que podem permitir criar e manter uma imagem favorável entre uma empresa/instituição/pessoa e o seu público (o que se revelará em aumento de vendas ou notoriedade) ;
2)As RP também têm diversas ferramentas a que recorrem:
- criação de eventos (Superbock/SuperRock);
- criação de uma imagem global da empresa (assinatura, logótipo, cor, etc.)
- pesquisas de opinião (sondagens);
- assessoria de imprensa/conselho em comunicação (produzir materiais informativos, responder pela empresa, falar com jornalistas);
- planear estratégias de comunicação (comunicação global);
- patrocínios e mecenato;
- comunicação de crise;
- lobi (lobby)
- relações ou comunicação interna (publico interno)
- o marketing politico (dos cartazes aos discursos, do saco plástico…)
3) Sobre a definição de relações públicas, um texto aqui.
4) Acontece que o sector, não só em Portugal, teve uma associação negativa (por falta de enquadramento legal e falta de formação dos profissionais), a que ainda hoje se assiste: “ser rp de uma discoteca“;
[Uma citação:
“No nosso caso, esta profissão foi durante muito tempo o refugio de certos espécimes sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas do desporto e reformados de altos cargos públicos e altas patentes das forças armadas na reserva que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta. Da mesma forma, familiares e protegidos dos quadros superiores que conseguiam integrar-se na firma sem terem uma especialização eram quase invariavelmente encaminhados para o departamento de relações públicas (…) a tal ponto que o termo ‘relações públicas’ esteve em risco de se tornar pejorativo, designando o empregado sem qualificações, o tapa-buracos da empresa
LAMPREIA, J. Martins, Técnicas de Comunicação, Europa-América, Lisboa, 7ª edição, pág 94]
5)Presentemente, ainda que não haja a devida regulamentação legal, assiste-se a uma recuperação da credibilidade; mas não totalmente. Por isso várias entidades optaram por mudar o nome dessa actividade, chamando-lhe relações exteriores, departamento de informação; empresas de comunicação, de consultoria em comunicação, de marketing institucional, de comunicação empresarial, mas poucas de relações públicas (ainda associada a festas, “copos”, social, protocolo); estamos a falar da mesma coisa, com nomes diferentes. É tudo relações públicas! (irónico como as relações públicas, que se destinam, a criar uma imagem positiva, não o conseguiram fazer para si própria, o mesmo acontecendo com o próprio Marketing, sinonimo de artificial, de invenção, de manipulação);
Leitura recomendada (sobre a origem e degeneração do termo «relações públicas»):
LAMPREIA, J. Martins, Técnicas de Comunicação, Europa-América, Lisboa, 7ª edição, págs. 89 - 95