Este é o blogue agregador da cadeira de Estratégias de Comunicação referente ao ano lectivo 05/06 no Isla Gaia.
Os jornalistas são como os parafusos; é preciso dar-lhes a volta para eles cederem...





A avaliação contínua e as faltas

October 31, 2005

[Não era esse o meu objectivo, mas o regulamento pedagógico (artigo 18, página 8 ) não deixa margem para dúvidas: é mesmo necessário fazer o registo das faltas (ou, em alternativa, das presenças), o que farei a partir da próxima aula - a 4 (uma vez que hoje a dita não se realizou por ausência colectiva dos discentes).
Um excerto do Regulamento para que não haja dúvidas:

A assiduidade do aluno terá que ser registada (devido ao carácter
contínuo da avaliação), não podendo este faltar a mais de um terço
das aulas totais. O não cumprimento deste requisito remete o aluno para o
exame final. Os estudantes que atempadamente tenham obtido o
estatuto de trabalhador-estudante estão isentos desta exigência. No
entanto, terão que se apresentar aos elementos de avaliação julgados
necessários pelo docente da disciplina.
Nos cursos que integrarem disciplinas de línguas, a avaliação a estas será
obrigatoriamente contínua e incluirá avaliação oral durante a leccionação
.”]

“A origem do marketing”

October 30, 2005

ELEIÇÃO 2002
Em defesa do marketing político

Paulo José Cunha (*)

A origem do marketing
Atuo nesta área há mais de 20 anos. Participei do comando estratégico ou da direção de TV de diversas campanhas eleitorais. Não aprendi a fazer milagres. Provei o doce da vitória e o travo da derrota. E posso afirmar, de cadeira, que a maioria das críticas ao marketing eleitoral é tão infundada quanto acusar a televisão de ser a responsável pela dissolução dos bons costumes. Mas é bom lembrar que é possível, sim, criar algumas regras capazes de forçar os candidatos a expor e defender suas idéias perante o público. Alguns coleguinhas marqueteiros vão me acusar de matar a galinha dos ovos de ouro. Então, que tal aproveitar e fazer uma galinhada?

Em primeiro lugar, é preciso anotar e nunca mais esquecer que o moderno marketing político é filho da evolução das técnicas publicitárias e da massificação de veículos de comunicação, sobretudo a tevê. O marketing não tem culpa do que é. Até porque sempre existiu, desde que o homem das cavernas deu um jeito de matar o leão à vista do resto do grupo para mostrar que era o bambambam da tribo. E está em toda parte, até mesmo na menina que coloca o vestido mais bonito para conquistar o rapaz da esquina. O que ela está fazendo, sem saber, é marketing. Cristo subia no monte mais alto para falar aos discípulos. Ou seja: fazia o que era possível à época para ampliar a audiência. O nome disso, embora alguns torçam o nariz, é marketing. O cristianismo criou um genial símbolo de campanha – a cruz – até hoje imbatível como logomarca. Isto também é marketing. E, sem qualquer dúvida, na qualidade de candidato, Jesus Cristo é um sucesso absoluto, haja vista a avassaladora votação que vem recebendo desde que, há 2 mil anos, apresentou seu programa de governo aos homens de boa vontade.

Bem antes dele, na antiga Grécia, já existia a técnica da pichação, como a que foi encontrada num muro das ruínas de Pompéia: “Vote em Publius Furius. Ele é boa pessoa. Só os ladrões votam em Vatia.” Adolf Hitler descobriu a força das imagens, e inaugurou, via Goebells, o cinema de propaganda, antecessor do horário eleitoral gratuito. A televisão massificou as mensagens e os candidatos renderam-se à técnica de profissionais do ramo da publicidade. Até chegamos aos dias de hoje.

(*) Jornalista, pesquisador, professor de Telejornalismo, diretor do Centro de Produção de Cinema e Televisão da Universidade de Brasília. Este artigo é parte do projeto acadêmico “Telejornalismo em Close”, coluna semanal de análise de mídia distribuída por e-mail. Pedidos para

A texto na integra, aqui.

Aula nº 4

Sumário: O marketing (o que é, por que existe e como se relaciona); Recolha dos endereços dos blogues individuais

[noções essenciais:- Alteramos a forma como normalmente comunicamos quando queremos alcançar determinado objectivo/necessidade (a regra é que o produto, qualquer que ele seja, não se vende sozinho); porque há concorrência e é preciso lutar pelo espaço mediático ou pela atenção das pessoas, temos de recorrer a formas de comunicar. É isto o MARKETING;
- É preciso dizer ao(s) outro(s) quem somos, o que fazemos, o que queremos (de diversas formas – são as diferentes armas a que o marketing pode recorrer, não apenas a publicidade e as relações públicas);

Ligações utilizadas:
http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/A33090-2003Dec3
http://paisrelativo.blogspot.com/2004_09_01_paisrelativo_archive.html#109529505731613800 (Fotocópia entregue aos alunos)

Uma citação:
“[o marketing] está em toda parte, até mesmo na menina que coloca o vestido mais bonito para conquistar o rapaz da esquina. O que ela está fazendo, sem saber, é marketing. Cristo subia no monte mais alto para falar aos discípulos. Ou seja: fazia o que era possível à época para ampliar a audiência. O nome disso, embora alguns torçam o nariz, é marketing. O cristianismo criou um genial símbolo de campanha – a cruz – até hoje imbatível como logomarca. Isto também é marketing. E, sem qualquer dúvida, na qualidade de candidato, Jesus Cristo é um sucesso absoluto, haja vista a avassaladora votação que vem recebendo desde que, há 2 mil anos, apresentou seu programa de governo aos homens de boa vontade.”

Outras ligações sugeridas (sobre o caso do perú):
http://seattletimes.nwsource.com/html/politics/2001806972_bushturkey04.html
http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2003/12/03/bush_trip.html~]

Aula nº 3

October 23, 2005

Última aula sobre as questões metodológicas e ponto da situação relativamente a cada aluno presente (necessidade de contactar com os alunos que não vieram às aulas); resolução de alguns problemas que subsistam (nomeadamente a inserção de ligações no “sapo”; explicação das regras de funcionamento da nova metodologia

[Foram definidas uma série de regras que se destinam por um lado a orientar os alunos neste novo desafio e, por outro, a introduzir uma uniformidade de procedimentos, muito mais num regime de avaliação mais disperso como será este. Essas regras estão neste endereço e os alunos são convidados a importá-las para o seu blogue, através de um primeiro texto]

Aula nº2

October 16, 2005

Aula dedicada a questões metodológicas; ponto da situação junto de cada aluno sobre a criação do seu blogue; definição de datas e recapitulação dos objectivos

[No dia 31 de Outubro, a próxima aula, registarei nesta página os blogues de todos os alunos]

[Sistematização dos objectivos metodológicos e de avaliação:
Irei avaliar, regularmente, o resumo que cada aluno fizer da matéria de cada aula.
Em cada aula é dado um conjunto de matéria; os alunos deverão tomar as notas que entenderem e elaborarem um texto de resumo (que pode não ser tão resumido como isso…). Com os dados fornecidos na aula, com outras leituras (sugeridas ou espontâneas), com outras ligações (externas, que devem convocar para o seu texto), com o que reflectiram entretanto (a cada momento podem melhorar um texto anterior, com alguma informação nova) .
Quanto mais ricos, mais diversificados e mais completos forem os textos de cada aluno melhor nota haverá (de acordo com a ponderação da avaliação divulgada na metodologia didáctica do programa curricular
]

Aula nº 1 -

October 10, 2005

Apresentações diversas (do professor à bibliografia, passando pelo programa e seus objectivos e pela metodologia científica). Distribuição do programa aos alunos.

[A próxima aula será reservada, como ficou definido, a resolver questões de montagem da infraestrutura tecnológica. Conto, para isso, com a ajuda dos alunos mais familiarizados e, sobretudo, com algum trabalho de casa que venha a ser feito, por estes dias, pelos alunos. Na terceira aula, que será dia 31, já registarei os endereços de cada aluno nesta mesma página]

Abertura (preparando a surpresa)

October 7, 2005

Os alunos do 4º ano, ramo de Comunicação, que por alguma acaso já pediram apontamentos do ano passado e passaram os olhos pela matéria da cadeira de Estratégias de Comunicação vão ter uma grande surpresa. Não é que haja significativas alterações na matéria curricular, mas já ao nível do funcionamento das aulas e da avalição…

Desde logo o regime de avaliação: deixa de ser periódico, baseado nas duas frequências clássicas, para passar a ser contínua (artigo 18º - realização de projectos). Mas a grande revolução será ao nível da forma como as aulas serão realizadas, a matéria distribuída e os alunos envolvidos.

Para a maioria será um choque (inicial…), para alguns será difícil, para a maioria interessante.

Mas tenho a certeza que no fim do ano lectivo duas coisas serão diferentes: por um lado, os conhecimentos da maioria dos alunos relativamente ao mundo da blogosfera e da internet em geral serão muito melhores (e o futuro já começou…); por outro, a forma de envolvimento dos alunos com a matéria será radicalmente diferente. Para melhor, espero. Em vez de assistirem às aulas e olharem para a matéria (apenas) antes das frequências, terão de se relacionar com ela permanentemente. Serão convidados a saber mais, a ir mais fundo.

A experiência é nova e não há “revoluções” sem sacrifícios. Estamos a começar. Espero (muito) que resulte!

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